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"CONTAR  HISTÓRIAS  É  UM  ATO  DE  AMOR"
(Lewis Caroll - Autor de Alice no País das Maravilhas)


A arte de contar histórias é uma prática milenar que 
se teve seu ínicio desde os primórdios da humanidade 
por meio da tradição oral, sendo intensificadas 
na Grécia Antiga e no Império Árabe – 
por meio das famosas histórias presentes na
 obra “As mil e uma noites”, contadas por Sherazade. 
Essa arte amplia o universo literário,
 desperta o interesse pela leitura e 
estimula a imaginação através da construção 
de imagens interiores. Narrar uma historia
 será sempre um exercício de renovação 
da vida, um encontro com a possibilidade, 
com o imaginário e o desafio de,
 em todo tempo e em todas as circunstâncias 
de construir um final a maneira de cada leitor/ouvinte.
A contação de histórias age na formação 
da criança em várias áreas. Contribui no 
desenvolvimento intelectual, pois desperta
o interesse pela leitura e estimula a
imaginação por meio da construção de
 imagens interiores e dos universos da
 realidade e da ficção, dos cenários, personagens
 e ações que são narradas em cada história.
Outro ponto em que atua é no desenvolvimento

 comunicativo devido a sua provocação de
 oralidade que leva a criança a dialogar com
 seus colegas ouvintes e a (re)contar a história
 para seus amigos que não estavam presentes
 naquele momento. Com isso também é 
desenvolvida a interação sócio-cultural 
da criança ao proporcionar essa interação 
entre crianças e a criação de laços sociais e
 formação de gosto pela literatura e artes.
 A criança recebe influência até em seu
 desenvolvimento físico-motor, devido a
 manipulação do corpo e da voz de que
 faz uso ao ouvir e recontar as histórias.
As escolas devem promover a formação

 de seus professores das séries iniciais
 possibilitando o contato com conceitos 
e técnicas de formação para contadores 
de histórias para capacitá-los para a percepção
 e uso dos valores do texto, das múltiplas 
possibilidades de abordagem do texto literário,
 para vivenciarem o contar histórias associando 
à teoria e a prática a partir do acervo pessoal 
como a memória afetiva e as histórias 
da infância e assim promover 
a interação de
 suas interfaces com os demais textos, e
 posteriormente, divulgar a arte de contar 
histórias com seus diversos enfoques de leitura, 
(re)apresentação e representação.
As histórias também desenvolvem uma

 função de construção de conhecimento
 social da realidade junto a formação de valores
e conceitos, pois embora seja ficção, 
o texto literário tem o poder de revelar
a realidade social e até desmascarar suas
mentiras, de forma que “a ficção pode
 ser mais real que o que se quer real, e
o real pode ser mais ficcional que o
que se quer ficcional” (Roland Barthes).
Em uma sociedade tecnicista como 
a sociedade atual, contar e ouvir histórias 
é uma possibilidade libertária de
 aprendizagem e uma atividade de 
suma importância na construção do 
conhecimento e do desenvolvimento ético
 e significativo da criança enquanto ser humano.

2 comentários:

  1. TANIA!!!
    TUDO BOM??
    OBRIGADA PELOS COMENTARIOS,COMO VC AMOCONTAR HISTÓRIAS!!!
    UM IMENSO ABRAÇO
    LIDIANE

  1. Obrigada, amiga querida. Bjão

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